O registro de uma obra literária ou de um plano de governo pode ser feito num cartório de Títulos e Documentos. Assim, a pessoa tem a garantia da conservação do conteúdo e, consequentemente, da autenticidade e da publicidade. O registro comprova a data, o conteúdo integral do texto e identifica corretamente quem o assinou.

Embora, o registro de um livro, por exemplo, em cartório, não garanta o Direito Autoral, ao menos irá dar publicidade aquilo que foi escrito e redigido ali Mais recentemente, uma nova tendência vem sendo percebida entre os políticos, o de registrar o plano de governo em cartório. Assim, qualquer cidadão pode tomar conhecimento das propostas e verificar se estão sendo executadas.

O uso deste recurso tem sido visto por alguns como uma forma de dar mais credibilidade, seja as propostas de governo ou os planos e metas conquistados durante uma administração, já que o conteúdo fica conservado e disponível para consulta.

NOTIFICAÇÃO – Outro recurso que a pessoa pode recorrer para garantir segurança é a notificação extrajudicial. Somente no Cartório de Registro de Títulos e Documentos podem ser feitas as chamadas notificações extrajudiciais. O ato de notificar representa a garantia do recebimento de um documento e do conhecimento do seu conteúdo.

A partir da notificação é possível fazer prova de recebimento ou de ter dado conhecimento, de maneira incontestável, de conteúdo ou de teor de qualquer documento levado a registro. Dessa maneira, fica provado que a pessoa notificada recebeu o documento que lhe foi enviado, mesmo que não o tenha assinado.

A notificação extrajudicial tem como finalidades: fazer prova; responsabilizar; prevenir responsabilidades; chamar à autoria; constituir mora; solicitar cumprimento de obrigações.

Os casos de notificação extrajudicial mais comuns são as de comunicação de prazo para que o inquilino exerça direito de preferência na hora de vender o imóvel alugado; entrega de duplicatas de prestação de serviços com o objetivo de realizar o protesto, em caso de não pagamento; pedido de retomada de imóvel, após o fim do prazo de locação; constituição de mora de devedor insolvente (prova de que o comprador não quitou sua dívida), no caso de compra e venda de imóvel em prestações ou comunicação de renovação de poderes descritos e outorgados em procurações, após o cancelamento.