O trabalho desenvolvido por juízes, oficiais de cartório, funcionários dos fóruns das cidades, voluntários e colaboradores está ajudando a diminuir no Estado de São Paulo o número de crianças com registro civil cuja paternidade é desconhecida. Esse é o Projeto Paternidade Responsável que só na primeira mobilização atendeu 31.758 solicitações de indicação de suposto pai em 495 cartórios dos municípios do Estado.

O Projeto Paternidade Responsável é levado às escolas. Primeiro são indicadas as instituições com maior número de crianças que se encontram nesta situação.  Em seguida, os cartórios disponibilizam uma equipe para prestar o atendimento, incluindo o nome do pai no registro civil. No caso da demanda ser muito grande, superando a quantidade de funcionários disponíveis, pode ser solicitada a ajuda dos cartórios próximos à região.

Mas, o projeto não se restringe apenas aos matriculados nas escolas, pois todos que tomarem conhecimento das mobilizações e tiverem interesse em participar podem ser atendidos.

O projeto funciona assim, as mães são notificadas a comparecer nas escolas, nos cartórios ou fóruns para realizar a indicação do suposto pai. Muitos casos são resolvidos na hora, com o reconhecimento espontâneo da parte do pai. Porém, ainda há mães que não reconhecem a importância para a criança ter o nome do pai ou ainda mães que desconhecem o paradeiro do mesmo.

O projeto Paternidade Responsável teve início com um projeto piloto no bairro de Itaquera, Zona Leste da Capital, cresceu e hoje já atendeu mais de trinta mil mães em todo o Estado de São Paulo.